ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
É indubitável que a inserção de deficientes na sociedade é uma tarefa de toda nação democrática. No Brasil, o acesso dos surdos à educação foi possível pela primeira vez em meados do século XIX, com a fundação da escola para pessoas com problemas auditivos. Dois séculos depois, a educação plena dos surdos se tornou um desafio para a sociedade brasileira, pois a população não conhece libras e não há um sistema de ensino inclusivo que permita a participação completa dos deficientes.
Em primeiro plano, salienta-se que o desconhecimento de libras é o principal fator de origina a exclusão daqueles que não escutam. De acordo com o pensador Aristóteles, o homem é um ser naturalmente político e, portanto, precisa viver em grupo e se comunicar com os demais. Dessa maneira, a falta de conhecimento da língua de sinais impossibilita uma comunicação de qualidade entre as pessoas e, consequentemente, que o deficiente auditivo se desligue de meios sociais, como a escola, por exemplo.
Em segundo plano, observa-se um sistema de educação que impossibilita a participação dos indivíduos surdos. O escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade diz que cada pessoa é única e singular. Logo, a diversidade deve ser valorizada e o ensino atual contradiz o pressuposto, uma vez que inúmeras atividades escolares são pensadas somente para pessoas sem deficiência, desconsiderando aqueles que são especiais.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a questão. Ao Ministério da Educação compete instituir, desde o ensino infantil, aulas de libras como disciplina obrigatória para todas as pessoas, a fim de tornar eficaz a comunicação entre os indivíduos. Às instituições de ensino compete propor atividades escolares que possam incluir todas as pessoas e, dessa forma, tornar a escola um ambiente capaz de promover a valorização da diversidade. Assim, a educação plena dos deficientes auditivos poderá ser alcançada na sociedade brasileira.