ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
“Uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo”. A frase da ativista muçulmana Malala Yousafzai, que lutou por direitos educacionais igualitários, deixa nítida a importância da educação no desenvolvimento da sociedade. Entretanto, é ingênuo pensar que, mesmo assegurado pela constituição federal, esse direito alcance todas as pessoas. Nesse contexto, faz-se necessário analisar os desafios sociais e infraestruturais para a formação educacional dos surdos no Brasil.
Primeiramente, atitudes discriminatórias e exclusivas não são invenções modernas, contudo, ainda dificultam a inserção dos surdos na sociedade. A exemplo disso, temos o exército nazista que, a mando de seu líder, coordenava a execução das pessoas que possuíam alguma deficiência, física ou mental, alegando que essas vítimas comprometiam a perpetuação da raça pura. No panorama atual, não se executa mais as pessoas, todavia, a discriminação ainda existe, assumindo uma aparência mais velada, por exemplo, quando crianças deficientes têm sua matricula e permanência negados em certas escolas públicas brasileiras.
Sob uma segunda perspectiva, ainda enfrentamos muitas dificuldades no que se diz respeito ao ensino da linguagem de Libras nas escolas. Embora a lei 13.146/15 assegure ao cidadão com deficiência o acesso ao ensino de qualidade, em todos os níveis, na prática as escolas, muitas vezes, não possuem as condições adequadas para receber esses estudantes, tais quais: A presença de professores especializados no ensino de Libras ou materiais didáticos, manuais e vídeo-aulas, apropriados para esses alunos. Isso faz com que seu processo de aprendizagem seja deveras defasado.
Em virtude dos fatos mencionados, é notório que medidas devem ser tomadas para diminuir as dificuldades educacionais das pessoas surdas. Em primeiro lugar, o Ministério da educação deve enviar maiores recursos para a formação de pedagogos e a criação de escolas especializados, garantindo que um ensino de qualidade atinja um maior contingente de pessoas. Ademais, é necessário que as escolas seja instruídas, por intermédio de psicólogos, a adotarem atitudes menos preconceituosas, para que todas as pessoas deficientes sejam respeitadas nesse país.