ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
A educação é essencial para o conhecimento das liberdades fundamentais e dos direitos e deveres do indivíduo. No entanto, uma parcela da população brasileira deficiente auditiva não tem acesso a tal conhecimento por falta de investimentos na área por parte do Poder Público. Em virtude disso, o país possui desafios na formação educacional de surdos, por causa da falta de agente educacionais preparados para ensinar os deficientes auditivos e poucas escolas especiais destinadas a esse grupo.
A falta de escolas destinadas a esse grupo decorre da herança tardia de inclusão, pois somente em 1857, durante o Segundo Reinado, foi inaugurado a primeira escola para meninos surdos no Brasil. Dois séculos depois da inauguração, o número de escolas aumentaram significativamente atingindo a marca de 10 mil, em 2011. Todavia, em 2016, houve uma queda pela metade no número de escolas especiais.
Entretanto, a falta de escolas está intrinsecamente ligada a falta de profissionais capacitados para ensiná-los no mercado de trabalho. De acordo com a lei de número 13146, artigo 27 a educação para pessoa com deficiência deve ser de tal forma que alcance o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, que só será cumprido com a presença de professores preparados para ensiná-los.
A educação é um direito garantido aos cidadãos pela Constituição Brasileira, diante disso é inaceitável que algumas pessoas não possam estudar por causa de alguma deficiência. Analisando o exposto, cumpre assinalar que o Governo, por meio do Ministério da Educação, deve realizar cursos profissionalizantes para educadores para capacitá-los para o ensino de deficientes auditivos, estabelecendo que a Língua Brasileira de Sinais seja obrigatória no currículo a fim de que as escolas estejam aptas para o ensino e inclusão de surdos.