ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Após a Lei nº 10436 de 2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como segunda língua oficial do Brasil, os brasileiros puderam ter mais contato com a realidade dos surdos. Tal medida foi essencial para o aumento da visibilidade destes em um meio segregacionista que não faz questão de lembrar daqueles que são diferentes. Entretanto, mesmo com maior espaço na sociedade, deficientes auditivos ainda têm dificuldade de acesso em uma área básica de cidadania: a educação.

A educação é um direito garantido por lei e, segundo a de nº 13.146 de 2015, cabe não apenas ao Estado, mas também à toda sociedade brasileira o cuidado para que o acesso a um sistema educacional de qualidade e próprio para deficientes ocorra. Contudo, não é o que ocorre na prática, já que muitas escolas não oferecem a modalidade de ensino por Libras. Logo, o efeito não poderia ser diferente: a matrícula de surdos em instituições de ensino apenas decai.

Muitos surdos deixam de conseguir empregos pela característica que têm. É a tal da exclusão, tão intrínseca ao brasileiro, que não irá acabar apenas com medidas governamentais. É necessário, pois, o fim da mentalidade primitiva de que uma deficiência indica falta de capacidade.

Assim, a batalha pela busca de educação para deficientes auditivos não se restringe ao Estado, mas engloba a todos nós. Através de plataformas on-line, é possível levar o conhecimento de Libras para milhares de pessoas, aumento o número de praticantes da língua. Esta deve ser uma opção de matéria nas escolas comuns e novas escolas especializadas precisam ser criadas, com vagas suficientes. Precisamos deixar as diferenças de lado; é o único modo de vencermos este desafio.