ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Segundo o político e pacifista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa de um país. Entretanto, no Brasil, este poderoso instrumento não é empregado satisfatoriamente na formação dos surdos. Nesse viés, a falta de uma estrutura educacional em consonância com preconceito arraigado na sociedade são desafios a serem vencidos. De acordo com o princípio da Isonomia, garantido na constituição brasileira, todos possuem direito ao estudo. No entanto, não é isso que se percebe, logo que são poucas às escolas destinadas aos deficientes auditivos. Ademais, a pequena parte delas existentes no país, contam com estruturas irrisórias e arcaicas que não suprem as necessidades dos alunos, devido a ausência de materiais adaptados aos usuários e profissionais realmente capacitados para ensiná-los. Deste modo, nota-se que a sociedade brasileira, em grande parte, apresenta estereótipos discriminalistas contra os surdos, já que, conforme a Folha de São Paulo, 67% da população mão incentivam os surdos a estudarem ou procurarem emprego, por julgá-los como incapazes. Esse preconceito se torna evidente nas empresas e indústrias, dado que, segundo o Ministério da Saúde, a cada 1100 funcionários, apenas 1 é deficiente auditivo. Logo, é necessário superar esses desafios para que a Isonomia seja cumprida e a “poderosa arma” de Mandela seja propagada eficientemente em prol do desenvolvimento pessoal e social dos “não ouvintes”. É evidente, portanto, que a problemática exige soluções concretas, e não apenas um belo discurso. Por conseguinte, é necessário que o Governo Federal construa escolas destinadas a esses alunos que apresentem material especializado que auxiliem no aprendizado. Ademais, é vital a criação de cursos cujo propósito seja capacitar educadores a ensinar de forma dinâmica e prática. Além disso, é importante que as empresas privadas e estatais se mobilizem com o problema e, desse modo, abram vagas exclusivas aos deficientes auditivos, com o intuito de romper o preconceito e inseri-los no mercado de trabalho. Destarte, com essas medidas mitigadoras, construir-se-á um país com surdos com mais formação e, com isso, mais autônomos.