ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

A Constituição Federal do Brasil de 1988 determina em seu artigo 27, parágrafo único, que é dever do Estado assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência. Além disso, não basta a igualdade formal (escrita) do regramento jurídico, mas também igualdade material (o efetivo resultado da regra jurídica na sociedade). Uma dessas deficiências é a auditiva, que carece de igualdade material no cenário brasileiro, portanto o governo deve promover ações públicas efetivas para a resolução da questão.

Conforme estatística oficial do Ministério da Educação, a matrícula de surdos na educação básica caiu de 25 para 22 milhões nas classes comuns e de 9 a 6 milhões nas classes especiais. Além disso, a falta de investimentos em infraestrutura para surdos cria o mito da incapacidade, ou seja, o preconceito, desses deficientes. A falta de capacidade não deriva dos próprios surdos, e sim da incapacidade da estrutura escolar em propiciar o ensino para esses deficientes. Portanto, é notória a falta de investimento do governo para a formação educacional de surdos no Brasil.

Na questão do preconceito existente, apesar de haver marketing governamental contra o tema, as propagandas normalmente só informam da existência do preconceito, carecendo de informações a respeito da efetiva capacidade dos deficientes, tornando a mensagem sem forte convencimento perante à sociedade e no ambiente escolar.

Por fim, para resolver o problema da falta de inclusão dos surdos no ambiente educacional, o governo deve priorizar as seguintes ações: investimento em infraestrutura, marketing adequado e políticas de incentivo à inclusão do surdo no ambiente de trabalho. Primeiramente, o governo federal deve fazer uso da tecnologia para propiciar ao aluno surdo, simultaneamente, uma determinada aula que uma escola estiver ministrando, por meio da rede de Ensino à Distância (EAD) com temas padronizados. Além disso, o marketing governamental deve contemplar propagandas informando as reais capacidades dos deficientes. Por fim, a política de cotas a ser realizada pelo governo ajuda a integrar o surdo no ambiente de trabalho.