ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
O desejo pelo aprendizado. A ida à escola. O não compreendimento de determinados assuntos. Essa é a realidade pela qual milhares de jovens brasileiros passam diariamente, o não entendimento de certos temas, nas salas de aula, devido a surdez. Sabe-se que, nos dias de hoje, existem alguns órgãos e leis que auxiliam esses mesmos jovens com essas necessidades especiais. Entretanto, há inúmeros fatores que implementam o desafio diário dessas pessoas. Dessa maneira, indaga-se: o Brasil investe na formação profissional e em infraestrutura para atender esse agrupamento de pessoas afetadas pela surdez? Qual o peso da crise econômica vivida pelo país, na contemporaneidade, para com esse cenário?
A priori, ao aprofundar-se nesse questão fundamental para a sociedade, deve-se compreender que há, no Brasil de hoje, leis que garantem o direito de educação de qualidade e gratuita à todos. Essa lei, provida pelo artigo 27 da constituição brasileira, quando se relaciona ao artigo 28, impõem que as escolas do país devem garantir o ensino de libras àqueles que necessitam. E dentro desse âmbito, instituições, como o INES, foram criadas de maneira a implantar e implementar tais medidas, uma característica não tão recente, já que, desde o segundo reinado, medidas para o auxílio de surdos vêm sendo criadas e foram amplamente apoiadas por D. Pedro II.
Entretanto, embora haja um conjunto de regra que provêm dados atos, o que se verifica na realidade do Brasil é diferente. Investimentos necessários para a prática de tais ações foram, ao longo dos anos, sofrendo reduções e cortes brutais. Essas atitudes impensadas acabaram por se agravar devido à crise econômica que o país enfrenta desde 2015, o que levou a uma expressiva redução no número de pessoas portadoras da surdez nas salas de aulas do país. Cerca de 5 mil pessoas deixaram de frequentar as aulas, já que não houve um grande investimento necessário para a formação de profissionais, e também não houve para o melhoramento da infraestrutura ,materiais e salas especiais, para essas pessoas.
Portanto, averiguá-se que mesmo havendo, na sociedade brasileira, leis para auxiliar surdos, deficientes auditivos em gera, o país pouco investe nesse ramo, precarizando a formação de professores, de salas de aulas, de materiais didáticos de grande importância. Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Pede-se ao Ministério da Educação uma maior liberação de capital para auxiliar na formação e na infraestrutura das salas de aulas para os portadores de surdez, de maneira a incluí-los no âmbito acadêmico. Almeja-se a introdução de libras como matéria obrigatória nas escolas do país, para que as pessoas vejam a realidade desse grupo, e os incluam.