ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção”. A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno brasileiro, onde apesar dos mecanismos de informações existentes, que revelam a importância de uma educação inclusiva, o descaso com o setor ainda se faz presente. Desse modo, evidencia-se as políticas públicas ineficientes, bem como, a escassez de profissionais especializados em cidades do interior. Destarte, é imprescindível que o Estado reformule as medidas adotadas objetivando erradicar essa mazela.
A priori, a atual conjuntura social tem se mostrado cada vez mais parcial e elitizada. Nessa perspectiva, os investimentos realizados pelo Governo para assegurar uma educação inclusiva para os surdos são praticamente nulos diante do crescente número de deficientes auditivos. Em face dessa conjuntura, o abandono escolar torna-se uma prática recorrente, principalmente em cidades do interior, por não oferecer todo o suporte necessário para essas pessoas, dificultando assim a formação dos mesmos, bem como, a sua participação no mercado de trabalho.
A posteriori, a falta de profissionais capacitados para o trabalho de interprete é um agravante da situação. Haja vista que, a maioria dos tradutores de Libras se encontram nos grandes centros urbanos, provocando uma falta de assistência em escolas do interior. Em decorrência disso, para garantir o ensino completo, com todo o suporte necessário, os estudantes surdos tem que se deslocar grandes distâncias até as instituições de ensino, contrariando assim os artigos 205 e 27 da Constituição de 1988, por não oferecer um ensino completo e igualitário a todos.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria de políticas públicas relacionadas a educação para surdos, por intermédio da adoção de parcerias com empresas privadas, criando acordos para o restauro das estruturas escolares tornando-as mais acessíveis, além de estimular a incerção dos jovens nas instituições de ensino superior, com o objetivo de garantir sua formação completa e sua entrada no mercado de trabalho. Paralelamente, as Universidades que ofertam cursos nas áreas de Libras e demais tecnologias acessivas, podem desenvolver com o Governo, ações que levem assistência especializadas as cidades do interior, através de campanhas governamentais contínuas, mobilizações, etc, com o fito de atingir o bem estar coletivo, cumprindo assim a Constituição.