ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
No Brasil, cerca de 24% da população é portadora de algum tipo de deficiência, esse fato evidencia a necessidade de haver políticas públicas e sociais que visem à inclusão desses indivíduos. Porém, por mais que existam leis a favor dessa parcela populacional, ainda há desafios a serem enfrentados, como é o caso da formação educacional de pessoas surdas. Isso é consequência da falta de interesse de profissionais da educação quanto à capacitação no repasse do ensino a elas e do pouco incentivo governamental na criação de tecnologias que facilitem a educação delas. Primeiramente, a formação do profissional de ensino é fundamental para que a pessoa surda tenha acesso à educação. Contudo, dados da TV Brasil Escola revelaram que apenas 5% dos professores do País têm alguma especialização em educação especial, como em libras. Isso demonstra a falta de interesse da sociedade, em que mesmo instituições de ensino -onde deveria ocorrer maior inclusão- predominam aspectos de exclusão. Desse modo, indivíduos surdos têm as chances de aprendizado diminuídas.
Além disso, há pouco incentivo governamental para a criação de tecnologias que possam facilitar a absorção de conhecimento por parte dos deficientes com surdez. De acordo com a teoria da seleção natural de Darwin, o ser vivo que estiver mais adaptado ao meio irá se sobressair. Contudo,o Homem, que é diferente dos demais animais pela racionalidade, tem a capacidade e obrigação de modificar esse meio e o adaptar a todos. Assim, tecnologias que melhorem a formação educacional deles são formas de intervenção humana fundamentais.
Portanto, para que os surdos tenham qualidade em educação, é necessário que o Ministério da Educação e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência cobrem do Poder Legislativo a criação de uma lei que obrigue todo o profissional da área a se especializar em libras por meio de cursos online ou presenciais. Simultaneamente, o Governo Federal deve investir na geração de tecnologias que aprimorem o potencial de conhecimento de pessoas surdas para que elas sejam mais autônomas.