ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Durante o processo de colonização brasileira e catequização dos índios, foi primordial para os jesuítas e portugueses, a adaptação da língua para efetivar seus respectivos objetivos através da comunicação. Atualmente, de maneira análoga, é fundamental o conhecimento por parte da população brasileira a respeito da Libras, para fazer jus ao modelo democrático vigente, que discursa a inclusão social.

De início, é necessário cobrar a plena efetivação do artigo V da Constituição Federal, que prega a igualdade social. Diferentemente do registro legal, a fidelidade e o cumprimento à essa lei é implicado pela falta de instrução tanto de profissionais da educação, quanto do corpo social que desconhece o funcionamento da Libras, uma vez que a base para a educação é a comunicação. Nesse sentido, as relações interpessoais e o desenvolvimento educacional e artístico daqueles que são desprovidos de audição, torna-se limitado. Contudo, é meritório reconhecer à adoção do ensino de Libras em alguns cursos de graduação e ressaltar a importância desse modelo nas escolas, para reverter o cenário desigual descrito.

Outrossim, outro desafio vivenciado pelos surdos e que interfere na formação educacional é a raridade dos recursos midiáticos em debater sobre esse impasse. Somado com o individualismo que aflora no mundo contemporâneo, essa classe especial sofre invisibilidade social, por não receber suporte necessário para a efetivação dos seus direitos que, por lei, deveriam ser garantidos.

Como sugere Darwin, é necessário que a população se adapte para essa nova realidade. Dessa forma, o Governo Federal deve explorar a mídia com campanhas que incentivem o ensino de Libras nas escolas e nos cursos de graduação.