ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

A Constituição Brasileira de 1988 garantiu o direito à educação e isonomia à todos os cidadãos. Contudo, no Brasil contemporâneo esse direito não é exercido com plenitude por todos os brasileiros, principalmente os surdos. Essa situação é caracterizada pela influência do legado histórico e o despreparo social. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que tange à questão da educação de surdos no país.

Em primeiro lugar, na Idade Média as deficiências de qualquer natureza, entre elas a surdez, eram vistas como castigo divino, sendo assim esses indivíduos eram esquecidos e marginalizados pelo corpo social.  Em defesa dessa ressalva, é pertinente destacar o pensamento de Albert Einstein, sobre a dificuldade de remover a intolerância enraizada na sociedade. Dessa forma, os indivíduos com deficiência  são tratados com negligência e sua inserção no meio social, principalmente na educação e no mercado de trabalho, é cada vez mais restrita. E assim, ferindo princípios garantidos por Constituição e do regime democrático. Logo, a modernidade ainda continua repetindo os erros do passado, como cita Cazuza.

Outrossim, segundo o Inep, a quantidade de matrículas de surdos está decrescendo a cada ano. Tal fato pode ser associado ao despreparo dos educadores em conduzir essas particularidades nas salas de aula. Em decorrência da prematura sanção da lei de 2002, que institucionaliza a difusão da Libras como meio de comunicação, o corpo educacional não adaptou-se aos novos desafios. Sendo assim, estudantes surdos sentem-se desestimulados à estudar.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar a atual situação. Logo o governo deve desenvolver ações. Para isso, o Ministério da Educação deve promover a capacitação dos educadores, através de cursos e especializações sobre a linguagem de sinais e didáticas complementares.