ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
A questão dos deficientes no Brasil não é exclusiva do século XXI, visto que nos séculos anteriores, os índios abandonavam as crianças que apresentavam alguma deficiência, associando sua condição à maldição. No mundo contemporâneo, apesar da Constituição Federal preceituar a igualdade entre os cidadãos, vê-se a necessidade de incluir o deficiente auditivo no contexto educacional.
Primeiramente, é importante destacar que o preconceito ainda se faz presente no cenário atual. Crianças e adolescentes, quando inseridos no âmbito escolar, podem ser alvos de bullying e segregação por não apresentarem a mesma alteridade que os demais colegas. Nesse prisma, o indivíduo sente-se excluído e desmotivado em participar das atividades escolares, reforçando a teoria Determinista do século XIX que afirma que o homem é fruto do seu meio.
Ademais, a falta de estrutura dos ambientes educacionais influencia diretamente a exclusão social. De acordo com o IBGE, cerca de 4% da população do país possui deficiência auditiva, e 3% interromperam o ensino médio ou curso superior, alegando dificuldade no aprendizado. A maioria das escolas públicas, por exemplo, não possuem material didático adaptado em Braile, muito menos professores fluentes na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Immanuel Kant, “O ser humano é o que a educação faz dele”, nesse contexto é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, amplie a extensão de cursos de capacitação de professores, não só nas capitais, como no interior das cidades, além da distribuição de material didático adequado, a fim de melhorar o desenvolvimento educacional do portador de deficiência e garantir o direito de igualdade escrito em lei.