ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
A fundação do Instituto Rodrigo Mendes, a promulgação de direitos que garantem a linguagem de sinais como segunda língua oficial, são alguns dos avanços da sociedade brasileira em fornecer acessibilidade aos portadores de doenças auditivas. No entanto, no contexto atual, surge a problemática da carência de formação educacional dos surdos, sendo necessária uma análise, seja pela insuficiência das leis, seja pela irreflexão do Estado.
É indubitável que a constituição e suas aplicações esteja entre as causas do problema. De acordo com o artigo 27 da Lei 13.146, especificamente - garantem a inclusão de deficientes em todos os níveis de aprendizagem. Contudo, apesar de sua existência, vê-se que não vem sendo aplicada com rigor. Ou seja, percebe-se o notório declínio de matrículas dos surdos no ensino básico em apenas cinco anos, conforme dados do IBGE em 2016. Desse modo, nota-se que a má administração das Leis contribuem para este cenário.
Outrossim, demonstra-se de maneira enfática o descaso do Estado perante a problemática. Segundo Hannah Arendt, em ‘‘A Banalidade do Mal’’, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Seguindo essa linha de pensamento, de maneira análoga, pode-se encaixar o governo, uma vez que, encara realidades tão recorrentes como uma normalidade impedindo uma solução. Nesse ínterim, conforme a filósofa, é preciso olhar os problemas como uma veracidade para que possam ser efetivamente combatidas.
Torna-se evidente, portanto, que a carência de formação educacional dos surdos é real, sendo o esforço coletivo essencial. A fim de atenuar o problema, cabe ao Governo Federal, em parceria do Ministério da Educação, atuar iminentemente na implementação do ensino de Libras, através da ampliação de professores da área. Isso pode ser feito por professores de sinais experientes do Instituto Rodrigo Mendes. Assim, será possível afirmar-se-à mais um avanço para a sociedade canarinho.