ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

De acordo com o fato social Exterioridade, analisado por Emile Durkheim, o ser humano não cria o seu comportamento, mas sim reproduz o que é proposto por outrem. Sob tal ótica, a realidade comprova a teoria: os desafios para a formação educacional de surdos são enormes, uma vez que a população, em geral, está acostumada com a marginalização dos surdos, ficando esquecidos pelo sistema de educação. Diante disso, é imprescindível analisar o contexto brasileiro e os desafios dos surdos.

É sabido que, desde a descoberta do Brasil, em 1500, foi imposto ao povo nativo a cultura europeia e, a partir dai, desenvolveu-se, aos poucos, a educação brasileira. Ao longo dos anos, mudanças ocorreram e a população surda conquistou seu espaço no âmbito escolar, em 1857, começando assim a inclusão. No entanto, na atualidade, não há devida atenção para com os surdos e os seus desafios aumentam devido às poucas escolas e faculdades preparadas para atender democraticamente a todos, infelizmente.

Segundo Michel Foucault, o indivíduo atua como agente de normalização, ou seja, não há preocupação para com o certo e o errado; se determinada atitude é padrão, logo é normal e aceitável. Nesse cenário, a teoria filosófica é confirmada quando a população surda é esquecida, já que é comum não existir tradutores nas escolas, nos cinemas e na televisão, por exemplo. Outrossim, os desafios dos deficientes auditivos estão em todos os lugares, pois a Língua Brasileira de Sinais (Libras) não é conhecida pela maioria, impedindo a comunicação e resultando na dificuldade encontrada no mercado de trabalho. Paralelamente a isso, é lamentável e inaceitável que exista essa grande falta de inclusão social, uma vez que a não adaptação do sistema de educação impede a desejada formação educacional pelos surdos.

A fim de que os desafios da população surda sejam minimizados e, posteriormente, tenham fim, o Governo Federal deve atuar, principalmente, na construção de escolas e de faculdades preparadas para receber esse público, para que todos tenham acesso a educação, já que é um direito constitucional. Ademais, a mídia deve utilizar tradutores, tanto em programas televisionados, quanto nos cinemas e nos teatros, havendo assim incentivo ao lazer. Além disso, as escolas -junto ao Ministério da Educação- devem promover palestras que abordem a inclusão social, incentivando a formação educacional dos surdos. Assim sendo, um Brasil melhor será possível.