ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

A formação educacional abrange, além do viés pedagógico, o desenvolvimento da autonomia e a ampliação da participação dos indivíduos na sociedade. Contudo, em relação aos surdos, a efetivação desse cenário é dificultada, uma vez que não há recursos suficientes para atender suas demandas. Por isso, a relação entre sociedade, autoridade e esse deficiente deve ser invertida para garantir os direitos dessa minoria.

É importante, inicialmente, analisar que a principal causa da ineficiência dessa formação é a negligência e o descaso promovidos pelo setor público. Em muitas instituições de ensino não há infraestrutura necessária e, também, faltam profissionais que saibam atuar nessa situação. Assim, apesar de ser dever do Estado e da sociedade, é notório que essa minoria, na maioria das vezes, não possui seus direitos garantidos, o que prejudica seu presente e, consequentemente, seu futuro.

Ressalta-se, diante disso, a queda do rendimento e, até mesmo, a evasão escolar. Isso corrobora para índices alarmantes, como o de apenas 0,42 por cento dos deficientes ingressarem no ensino superior, sendo que o total corresponde a 24 por cento da população, segundo o IBGE- Instituto brasileiro de geografia e estatística. Logo, observa-se que o sistema está contribuindo para a marginalização dos surdos.

Evidencia-se, portanto, que o modo como essa parcela da sociedade é tratada deve ser transformada. Para isso, é necessário que o Governo Federal, atrelado às instituições de ensino, crie cursos para qualificar profissionais, através de aulas específicas e estágios, para garantir o melhor tratamento dessas pessoas. É imprescindível, também, que as prefeituras de cada cidade garantam uma infraestrutura escolar adequada, por meio de reformas e reciclagem de equipamentos, a fim de promover um ambiente inclusivo e seguro.