ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Em Esparta, na Grécia antiga, prezava-se a construção do corpo são para integrar a frota militar. Contudo, deficientes eram excluídos e mortos por não serem considerados apropriados. Hodiernamente, a situação dos surdos no Brasil é semelhante à exclusão nessa sociedade antiga, mais precisamente dentro das instituições educacionais. Dessarte, faz-se necessário compreender o porquê dessa problemática e avaliar medidas possíveis para atenuar os efeitos dessa prática na sociedade.

Desse modo, é indubitável que a inferiorização dos deficientes auditivos seja uma das causas do problema. Na 2º Guerra Mundial, Hitler perseguiu e tirou a vida de muitas pessoas especiais, dentre elas, os surdos, por não corresponderem à premissa da raça ariana. Em vista disso, a sociedade considera essas pessoas, muitas vezes, incapazes de viver com indivíduos “superiores”, colocando obstáculos para a inclusão desses deficientes nos espaços sociais, esquecendo-se, então, da superação de limites e conquista de medalhas nas Paraolimpíadas.

Em decorrência disso, muitos efeitos negativos são retratados nos espaços sociais, como atos de preconceito e violência. Parafraseando Jean Paul Sartre, todo ato de violência é uma derrota. Logo, essa prática pode gerar depressão e ansiedade e como consequência, a desistência desses indivíduos de integrar escolas e se formar, destituindo assim, a utopia de um futuro promissor e a esperança de inserção no mercado de trabalho.

Destarte, é preciso tomar medidas para promover o corpo e a mente sã, como em Atenas, nesses indivíduos. Assim, governantes federais e estaduais, junto ao Ministério da Educação, devem institucionalizar aulas de Braile e linguagem de sinais, em grupos, para os deficientes e para os demais indivíduos, a fim de permitir uma maior integração escolar e respeito entre essas pessoas. Ademais, compete ao Ministério Público a penalização das pessoas que realizam atos de preconceito e injúria aos surdos, com o objetivo de destituir essa prática e promover menos desistência nas escolas. Essa penalização pode englobar prestação de serviços sociais e pagamento de multas. Espera-se, então, que mais surdos se formem e integrem o mercado de trabalho.