ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
Desde a Idade Antiga, pessoas com deficiência - seja ela física, sensorial ou cognitiva - sofrem discriminação. Em Esparta, na Grécia, crianças deficientes eram jogadas de um precipício. Hodiernamente, no Brasil, apesar de assegurado na Constituição Federal o direito a todos à educação, observa-se ainda a exclusão, nas escolas comuns, de pessoas surdas, seja pela falta de preparo dos profissionais juntamente com o preconceito social, seja pela negligência das instituições de ensino.
A priori, cabe ressaltar o despreparo pedagógico para lidar com a deficiência como fator de inibição da formação educacional de surdos no Brasil. Segundo a ativista Helen Keller, deficiente visual e auditiva, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. No entanto, a educação totalmente inclusiva ainda não é realidade brasileira, visto que muitos profissionais educacionais não estão aptos a preparar surdos para uma boa formação. Além disso, a falta de entendimento a respeito das deficiências por crianças e adolescentes é motivo de repulsa e exclusão dentro das escolas, o que afeta a boa formação e o psicológico de crianças surdas, dificultando sua integração.
A posteriori, o descaso das instituições de ensino com a importância da geração de recursos inclusivos, como a adequação em Libras das informações, é fator contribuinte para a perpetuação do problema. Desse modo, apesar do ensino da Língua Brasileira de Sinais estar presente na grade disciplinar dos cursos de Letras e Pedagogia, é notório que muitas escolas não adotam esse recurso nas salas de aula. No Brasil, cerca de 24% da população vive com algum tipo de deficiência, o que representa pelo menos 45 milhões de pessoas, mostrando-se necessária representatividade dessas, através do desenvolvimento do seu potencial, para a contribuição em sociedade.
Destarte, é evidente que os desafios para a formação educacional dos surdos no país existem e precisam ser combatidos. Logo, é dever do Estado, através do Ministério da Educação, garantir o preparo de profissionais, com a disponibilização de cursos formadores, para capacitá-los a adequada maneira de educar os surdos e preparar as outras crianças diante da diversidade. Além disso, a mídia, por meio de campanhas informacionais, deve enaltecer as habilidades de deficientes auditivos, incentivando as empresas a abrirem espaço a eles. Ademais, cabe à família o ensino do respeito às diferenças aos seus filhos. Assim, através da educação, o país atinge o resultado esperado por Helen Keller, a tolerância, e se torna efetivamente inclusivo.