ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2017
Valorizar a diversidade é o primeiro passo para construção de uma sociedade igualitária, como prevê a constituição de 1988. Todavia, no Brasil, apesar da educação inclusiva ser assegurada por lei, os deficientes auditivos ainda enfrentam barreiras na inserção no meio escolar e no mercado de trabalho. Dessa forma, fica claro que o problema é fruto, sobretudo, do preconceito enraizado nos indivíduos e da escassez de políticas de inclusão social.
Em primeiro plano, deve-se pontuar que nas sociedades espartanas, as crianças nascidas com deficiências físicas eram fortemente reprimidas por serem consideradas inaptas às atividades da época. Além disso, soma-se também o fato de que no Brasil, foi apenas no reinado de Dom Pedro II que se construiu a primeira escola voltada para surdos. Sendo assim, os valores intolerantes da antiguidade junto ao atraso histórico na inclusão social refletiram no preconceito com as diversidades ainda presente no panorama contemporâneo.
Ademais, destaca-se que a matrícula de surdos decaiu consideravelmente do ano de 2011 a 2016. O descaso do Estado e da sociedade civil torna ainda mais difícil a formação educacional de pessoas com necessidades especiais. Desse modo, o pouco investimento em medidas de inserção social dos surdos, se relaciona, portanto, com a ideia do filósofo Jean Jaques Rousseau, que apesar do homem nascer livre, ele vive acorrentado de diversas formas.
Por fim, evidencia-se a necessidade de transformar a realidade dos deficientes auditivos no Brasil. Cabe ao governo federal, através de uma parceria público-privada, adotar medidas de inclusão nos centros de Ensino Básico e Médio, a fim de efetivar a incorporação dos surdos em escolas, como também em faculdades e mais tarde em empregos. Outrossim, é papel da mídia dar mais espaço e representação das diversidades, estimulando o respeito e a empatia. Dessa maneira, é possível conceber uma sociedade de fato igualitária.