ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Educação sem Limites

A saber, o Brasil possui mais de 20% da sua população com algum tipo de deficiência, segundo dados do IBGE. Sendo assim, questões sociais voltadas para essa parcela de brasileiros emergem no país, dentre elas a formação educacional adquire relevância. Diante dos diversos tipos de limitações, cabe ressaltar os deficientes auditivos e os entraves acerca de sua formação, os quais ocorrem tanto pelos dilemas particulares quanto pela negligência do sistema.

Diante do exposto, é preciso reconhecer que, em parte majoritária dos casos, as dificuldades vivenciadas por surdos para inserir-se na coletividade advém não somente de fatores externos mas, principalmente, de sua individualidade. É comum haver a dificuldade do próprio indivíduo em aceitar a sua deficiência - isso ocorre até mesmo com os familiares - associada ao medo da rejeição, o que implica o primeiro passo para que eles sejam exemplos da evasão escolar. Visto isso, têm-se a resistência ao convívio coletivo como um problema.

Não obstante, outro fator determinante para a pequena e decrescente inserção de surdos na educação, e posteriormente no mercado de trabalho, é a inadequação do sistema educacional brasileiro e da própria sociedade para recebê-los. Os problemas para que a educação inclusiva seja consolidada no país, assentam-se na existência consonante de escolas comuns e as especiais. A partir de diversos aspectos, tendo como o principal a segregação, a existência de outro modelo de instituição educacional faz com que os deficientes sintam-se ainda mais “diferentes”. Desta maneira, preparar o sistema é outra necessidade para ampliar acessibilidade à educação, desde que ela esteja preparada para recebê-los e formá-los.

Portanto, depreende-se que os entraves existentes para a educação de surdos no Brasil ainda são diversos e carecem de medidas para atenuá-los. Por isso, para que os direitos, tanto pela Constituição quanto pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, sejam assegurados, cabe aos Ministérios da Saúde e da Educação promover políticas públicas adequadas. Tais medidas, podem ser consolidadas a partir da orientação psicossocial para o deficiente, integrada ao uso de didáticas específicas aplica à profissionais preparados e equipados para Libras.