ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

O filósofo Immanuel Kant defendia que a educação é imprescindível na formação do ser humano, com papel fundamental para construção, não só de um futuro, mas de valores morais e da autonomia de um indivíduo. Ainda assim, enfrentam-se dificuldades na inclusão de surdos na educação brasileira, que ainda demonstra despreparo perante à essa parcela populacional.

É fato que a Constituição Federal de 1988 define que a educação é direito de qualquer cidadão, além de afirmar que essa deve ser inclusiva à quem possui algum tipo de deficiência. Porém, percebe-se uma marcante falta de estrutura em relação aos surdos. Mesmo considerada a segunda língua nacional, as Libras ainda são conhecidas pela minoria, o que se torna um claro impasse em relação à socialização de deficientes auditivos, muitas vezes “isolando-os” na escola.

Vale ressaltar também que, em escolas não exclusivas à deficientes auditivos, esses podem comumente ser vítimas de preconceito. Dessa forma, tendo como base o ideal de Helen Keller de que “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”, além da punição para quem pratica qualquer forma de bullying, se faz necessária a adesão, pelo Ministério da Educação, das Libras como matéria básica para todos no início do processo escolar, facilitando a inclusão de surdos nos grupos sociais e a comunicação entre funcionários e professores com esses alunos.

Entende-se, portanto, que a educação é um direito de todos e sua adaptação é fundamental para inclusão de surdos. Medidas como a implantação do ensino da língua de sinais e o estabelecimento da obrigatoriedade, pelo Governo Federal, de tradutores nas salas de aula, além de campanhas midiáticas promovidas por órgãos públicos que divulguem e incentivem a matrícula de surdos nas escolas, são essenciais para ajudar a minimizar o problema.