ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2019
É certo que o Brasil, assim como todo país em desenvolvimento, tem como um dos pilares do progresso a educação. Porém, mesmo a Constituição assegurando direito à educação, desafios como inclusão de deficientes auditivos ainda são obstáculos a serem superados. Logo, faz-se necessário um diálogo entre sociedade e Estado em prol da inclusão, educação e direitos dessa parcela do povo brasileiro.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra Modernidade Líquida, a individualidade é a maior característica – e o maior desafio – da pós-modernidade. Nesse sentido, o sistema educacional brasileiro ainda não conseguiu se adaptar às peculiaridades da população surda e atender a demanda pela educação dos mesmo. Desse modo, instaurou-se uma descrença por parte das famílias, que por vezes nem mesmo tentam matriculá-los, resultando em um baixo número de deficientes auditivos no âmbito escolar canarinho. Mas quais seriam as origens de tal desconfiança?
É necessário analisar, principalmente, a falta de profissionais especializados e infraestrutura otimizada para atender as necessidades dessa parcela. Assim, os municípios do interior são os que mais sofrem com a escassez de escolas preparadas, abrindo espaço para práticas de preço abusivas parar matricular classes especiais se comparadas à matricula de classes comuns. Nesse aspecto, nota-se um preconceito ainda presente contra esse grupo e falta de familiariedade com a Língua Brasileira de Sinais, tendo o Brasil um longo caminho na batalha em prol da formação educacional de surdos.
Urge, portanto, que assim como o corpo humano necessita de linfócitos, a população surda nacional precisa de organismos defensores. Logo, cabe ao Estado, por seu caráter socializante, investir na formação de profissionais especializados para atender deficientes auditivos em escolas públicas, particulares e universidades. Aliado a isso, o Ministério da Educação em conjunto com escolas deve promover aulas de sinais e palestras a fim de mitigar o preconceito existente sobre essa classe. Além do mais, é mister que veículos midiáticos, por meio de novelas, internet e propagandas, exaltem a importância da inclusão de surdos não apenas no ambiente escola como no social. Assim, o Brasil superará os obstáculos e se tornará um lugar mais democrático, ético, justo e inclusivo.