ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 30/12/2020
Em 1888 foi abolida a escravidão no Brasil, sem o direito da idenização para os ex escravos, que evidencia o descaso das autoridades com esse grupo na época. Apesar do lapso temporal, o Estado assim como em 1888 ainda é negligente com descendentes africanos, o que alimenta a mentalidade racista na sociedade brasileira. Desse modo, faz-se necessário entender como surge a ilusão da superioridade racial no Brasil e como o comportamento racista dos governos no século 21 é reflexo do pensamento preconceituoso da população.
Em primeiro plano, é importante notar que os ideais intolerantes do catolicismo são um dos principais responsáveis pelo surgimento da cultura do racismo no país. Isso porque a Igreja Católica é uma instituição etnocentrica, ou seja anula qualquer outra cultura diferente da sua. Isso é um grande problema, visto que os jesuítas conseguiram impor a crença cristã nos países colonizados pelos europeus e permitiram a escravização por séculos dos africanos no território brasileiro alegando que aquele povo não possuia fé, ideias essas que influenciam nos pensamentos dos seguidores dessa religião que são maioria no Brasil. Isso pode ser notado pelo senso do IBGE de 2010, o qual afirma que mais da metade da população brasileira é católica.
Ademais, percebe-se que o comportamento hostil dos governadores brasileiros são reflexo dos pensamentos preconceituosos dos cidadãos. Já que no processo democrático as pessoas escolhem os líderes que representam as ideologias e intenções dos mesmo, assim quando um eleitor vota em um candidato racista teoricamente compactua com essa ideia. Isso tem como consequência o aumento no número de casos da violência contra pretos no Brasil. Esse fato pode ser observado na pesquisa do atlas da violência de 2020, o qual afirma que entre os governos de 2008 a 2018 o número de mortes de negros cresceu cerca de 11,5%.
Dessa forma, com o intuito de diminuir as agressões e mortes pelo racismo no Brasil, organizações de comunidades negras como a MNU e a TEN, devem esclarecer a sociedade das periferias, pois é onde o racismo é mais pertinente, como se comporta o racismo velado, por meio de palestras, feita por historiadores com local de fala, que irão relacionar cenários políticos de cada época com os índices de racismo. Isso a fim de influenciar a comunidade preta periférica, que é quase metade da população brasileira, a escolher bem seus representantes.