ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Para o filósofo pruciano Immanuel Kant, imperativo categórico, é o dever de toda pessoa agir conforme os princípios dos quais seriam benéficos, caso fossem seguidos por todos. Entretanto, tal conceito não é aplicado no Brasil, tendo em vista que ainda há obstáculos no combate ao racismo, entre eles, a cultura de subalternização do negro e a impunidade. Dessa forma, tal problema é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Primeiramente, é importante destacar que o entrave na luta contra o racismo no Brasil é fruto de uma cultura que não entende o papel do negro na modernidade. Conforme o conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, o indivíduo, através de mecanismos de repressão, é despido de sua personalidade real, dando origem a uma personalidade que lhe é induzida socialmente. Desse modo, a sociedade, com uma mentalidade ainda escravagista, vê o negro como um servo, privando-o de integração social, cultural e econômica. Tal opressão sugere a homogeneização da cor e vai contra à autonomia do indivíduo.
Ademais, há a relativização da gravidade do problema, em que a vítima, com seu “Eu Mortificado”, vê com naturalidade abusos racistas, essa normalização da violência gera, portanto, um baixo número de denúncias. Infelizmente, essa situação é consequência da inação governamental, visto que o Poder Público não pune, adequadamente, crimes de caráter racial. Nesse contexto, Johann Goethe já afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos, e o pensamento do autor exemplifica bem a importância do Governo para a diminuição da impunidade.
Em suma, são necessárias medidas capazes de promover o combate ao Racismo no Brasil. Assim, é preciso a atuação do Ministério da Edução, em parceria com a mídia, na educação da população acerca da necessidade do posicionamento crítico quanto ao racismo. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras que, ao serem ministradas em escolas e universidades, orientem os brasileiros no entendimento do papel do negro na sociedade, a fim de possibilitar a contrução de um pensamento não discriminatório. Com a mudança da mentalidade social, as denúncias serão frequentes e a impunidade será combatida. Enfim, a sociedade brasileira colherá os frutos da Ética Kantiana.