ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/12/2020
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de identidade social, o racismo funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como um pensamento enraizado e uma desigualdade social impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, os preconceitos com raízes desde os primórdios de formação do povo brasileiro apresentam-se como um dos desafios para a resolução do problema. Segundo Hannah Arendt, em sua teoria da “banalidade do mal”, o comportamento preconceituoso passa a ser feito inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado aos atos de racismo existentes no país. Nesse viés, muitas pessoas possuem enraizado em sua criação educativa – tanto na escola, como no lar – o juízo banal de que os negros são diferentes e menos capacitados a progredir, pois o Brasil foi construído com eles sendo subordinados a alguém, por exemplo, a questão escravista em que pessoas com pele mais escura sofriam violências e perseguições caso não cumprissem ordens dos brancos. Essa situação gera um coletivo discriminador que foi fragilizado por ideais segregadores.
Em segunda análise, a desigualdade social é outro fator que dificulta o combate ao racismo. De acordo com Thomas Hobbes, “é dever do estado garantir o bem-estar social”. Nessa fala do filósofo, é possível compreender que o governo deveria agir contra os atos racistas que constantemente assolam a população vitimizada; no entanto, isso não acontece na prática, visto que esse órgão político carece de atenção para lidar com o assunto, como é o caso da discrepância de distribuição dos direitos – saúde, educação, renda- entre os cidadãos. Nesse sentido, mais oportunidades são dadas para os brancos do que para os negros, por exemplo a ida a uma escola de qualidade com um emprego garantido para aqueles e a vida sem acesso a escolarização e trabalho para estes, evidenciando o quanto a nação “pátria amada” é definitivamente racista e formadora de racistas.
Portanto, medidas são necessárias para diminuir o racismo existente na sociedade. Por conseguinte, cabe à ONGs de lutas raciais, juntamente com empresas de propagandas, promover uma campanha informacional com o “slogan”: “diversidade, qual é a maldade?”. Esse projeto pode ser feito por meio de publicações em redes sociais, a fim de atingir o maior número de pessoas, de modo que seja explicado como a tolerância com as diferenças entre os seres é essencial para possibilitar o convívio em harmonia, resultando na reflexão de que negros e brancos devem ser tratados igualmente. para a melhora da qualidade de vida.