ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 14/12/2020

O período Colonial do país, em meados do século XVI, representou o início de uma construção cultural legitimada em exercer apenas as vontades dos colonizadores; de maneira que esses consolidaram - por meio da escravidão - a ideia da desumanização de pessoas pretas. Nesse contexto, percebe-se uma fixação da supremacia do pensamento, a qual estabelece nesses indivíduos um estereótipo negativo capaz de acentuar o racismo já existente no Brasil. E razão disso, afirma-se não só a problemática crise da coletividade, como também a preocupante habitualidade; fatores esses símbolos da necessidade de caminhos para o seu combate.

Em primeira instância, é certo que a crise da coletividade, somada a supremacia do pensamento colonialista, potencializa diretamente na fixação do racismo. Essa situação se conceitua pelo comportamento individualista da sociedade, a qual foi agente da propagação do errôneo imaginário coletivo que constrói a ideia do branco ser superior. A exemplo, tem-se o caso da Rosa Parks, ativista responsável por dar voz as pessoas negras, uma vez que se recusou a se levantar do acento de um ônibus destinado apenas para as pessoas de cor clara. Fato esse evidenciador da sólida intolerância racial estabelecida em uma sociedade que em vez de, acima de tudo, garantir caminhos para o bem comum de toda corporatividade, vivencia ainda práticas que marginalizam e diferenciam os indivíduos por suas cores.

Consequentemente a esse desafio social, analisa-se a solidificação da habitualidade de todo o país. De forma que esse cenário contrasta de maneira inquestionável a obra “O Grito” de Edvard Munch, a qual retrata um indivíduo de aparência assustada. Isto é, entende-se uma difundida naturalização que cristaliza uma indiferença ao racismo estrutural vigente, visto que atualmente, é “normal” ter mais brancos nas faculdades, outrossim, mais negros a serviço do proletariado.

Portanto, tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Executivo, em parceria com os principais movimentos negros, garantir caminhos que viabilizem políticas públicas a toda sociedade. De modo que se ofereçam por meio de programas midiáticos mensais, debates sobre o papel ético que a sociedade tem de legitimar a equidade para a população negra. Efetuando assim, não só na quebra da crise coletiva, bem como no despertar da naturalização racista; dados que permitirão um caminho ideal para o fim do racismo no Brasil.