ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 02/12/2020

O racismo é um câncer social no Brasil enraizado desde o período da colonização, sua principal origem é a escravidão. Mesmo depois de anos desde a libertação dos escravos, a relação de exclusão com base na cor da pele está presente em diversos ambientes. Uma vez que, o estereotipamento do negro por parte da mídia e as políticas públicas insuficientes, são fatores fortalecedores dessa chaga.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que quando o Brasil foi o último país do ocidente a abolir a escravidão por meio da lei áurea em 1888, os escravos libertos não possuíam nenhuma política pública que fizesse com que os integrasse na sociedade. Hodiernamente, os afrodescendentes ganharam alguns direitos que o homem branco sempre possuiu como forma de reparação histórica. A própria Constituição de 1988 assegura promover o bem de todos, sem preconceitos de raça. Entretanto, a realidade não condiz com  a teoria. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU),  cada 23 minutos, um jovem negro morre no Brasil, tal fato é relacionado com a ausência de investimentos e políticas públicas que revertam essa situação, visto que os piores índices de pobreza e violência apontam para a população negra.

Outrossim, a mídia brasileira é responsável por exaltar um estereotipo inconsistente sobre os afros brasileiros. É rotineiro em novelas e filmes, associarem empregadas domésticas ou ladrões a pessoas de pele escura, que ao contrário do que muitos pensam, não servem para denunciar a desigualdade racial brasileira, mas sim para reforçá-la. De acordo com a feminista negra, Djamila Ribeiro, “No Brasil, um país com maioria negra, agente liga a TV e parece que está na Suécia”, logo, o fato é decorrente de uma ideia eurocêntrica, na qual a mídia tem como papel, sustentar e reproduzir o racismo estrutural da sociedade brasileira. Dessa forma, em um país altamente influenciado pelas grandes mídias, a televisão se torna mais um veículo poderoso disseminante do racismo.

Em vista dos argumentos apresentados, os avanços políticos em favor da igualdade social são notáveis. Todavia, o problema ainda está longe de ser resolvido. Cabendo ao Ministério da Justiça  intervir por meio de ações que impunham direitos e igualdades entre os cidadãos de modo a conviverem independente das etnias. Paralelamente, cabe ao Ministério da Educação e a mídias, conscientizar os alunos, no qual a maioria dos estudantes brasileiros são negros, a igualdade entre etnias, por meio de campanhas e palestras com a finalidade de criar uma sociedade mais harmoniosa. Assim, o Brasil possa finalmente se livrar da enfermidade do racismo.