ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 10/11/2020

O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica o processo de evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão dos caminhos para combater o racismo, no Brasil, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da realidade. Em razão da estrutura social mantida por falta de debates sociais sobre o racismo, bem como a negligência estatal com os praticantes dessa violência.

Em primeira análise, vale ressaltar que a persistência do racismo está interligada com o silenciamento social sobre as atitudes preconceituosas estruturais, a falta de debates coopera para diretamente. Consoante a esse pensamento, a escritora Hannah Arendt, desenvolveu a teoria da ‘’Banalidade do Mal’’, a qual defende que, quando uma atitude violenta ocorre com frequência e sem questionamento, essa ação passa a ser tratada como trivial. Neste prisma, quando a sociedade é falha quando ao presenciar uma atitude racista e violenta se silencia. Dessa forma, ao promover debates sociais sobre o impasse a consciência social aumenta, para a maior intervenção e diminuição das marginalizações raciais.

Além disso, faz-se mister destacar que a falta de punição e a negligência estatal com os agressores, coopera para a permanência dessa estrutura. Nesse contexto, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, em sua obra contrato social, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas para o bem-estar social, cooperando para a regulação deste meio. Diante disso, uma vez que este se é negligente com seus deveres e se isenta de garantir os direitos do cidadão, punindo os praticantes de atitudades racistas, ocorre a reafirmação desse comportamento e a banalização desta violência. Desse modo, faz-se necessária a revisão da postura estatal mediante a sociedade.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combates o racismo. Nesse viés, o Poder Legislativo, junto ao Estado, deve aplicar políticas públicas eficazes para maior punição e fiscalização de atitudes preconceituosas e agressivas, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que por meio dos investimentos aplicados deve haver maior fiscalização e treinamento para o reconhecimento de atitudes racistas na sociedade, bem como a maior propagação de informações sobre, desde a primeira infância nas escolas, por meio de palestras. Com fito de, tirar esse impasse das sombras da sociedade, para que ocorra o reconhecimento e modificação das estruturas sociais. Sabendo que o Estado tem papel essencial na resolução deste impasse.