ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Desde a abolição da escravatura, em 1888, os negros no Brasil tiveram uma melhoria no status social, econômico e político. Entretanto, tal evolução tem sido lenta e insuficiente, isso pois o rascismo ainda existe nas formas de preconceito individual e opressão sistêmica, mantendo os negros em uma posição social desvantajosa em relação aos brasileiros brancos. Nessa perspectiva, tal situação deve ser superada para que uma sociedade íntegra seja alcançada.

Apesar de já existirem políticas de ação afirmativa no Brasil, há cidadãos que ainda não entendem e não aceitam tais medidas. Isso ficou evidente, por exemplo, com a ação da empresa Magazine Luiza, que laçou um projeto de recrutamento exclusivo ao público negro, com o objetivo de diminuir a desigualdade racial  em postos de gestão na empresa. Como reação, civis e políticos se manisfetaram contra, alegando que a medida era discriminatória com pessoas brancas, o que demonstra um desconhecimento e insensbilidade com a questão racial no Brasil por uma parcela significativa de cidadãos.

Além disso, não é só a falta de conhecimento que dificulta o combate ao rascismo no país, mas também a falta de igualdade econômica, o que marginaliza ainda mais os negros em nossa sociedade. Um levantamento do IBGE aponta que, dentre os mais pobres no Brasil, cerca 75% são negros, enquanto entre os mais ricos 75% são brancos. Assim sendo, não há como criar uma sociedade que respeita a vida negra de forma legal e cultural, sem que haja uma melhora na questão econômica para a população afrodescendente.

Dessa forma, se faz necessária a tomada de medidas para superar o rascismo em nosso país. Como solução, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Cidadania, devem criar um projeto que leve anualmente palestras sobre a história dos negros no Brasil, manifestações culturais afrobrasileiras e debates públicos sobre rascismo para todas as escolas e universidades do país. Como resultado, o racismo será combatido na formação cultural e cívica mais elementar de nossos cidadãos, diminuindo o desconhecimento e insensibilidade de tal questão em nosso país. Concomitantemente a isso, o Ministério da Economia deve criar um plano permanente de Renda Básica para a população mais pobre que, de acordo com os dados, é majoritariamente negra. Isso será possível através da implementação de uma taxação mais progressiva, aonde os mais ricos pagam mais impostos. Dessa forma, seremos capazes não somente de extirpar o racismo de nossa cultura como também acabar com a desigualdade econômica que é a base estrutural de tal preconceito em nossa sociedade.