ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Mesmo depois da abolição da escravatura no Brasil, em 1888, o racismo ainda se encontra muito presente no país. À vista disso, as pessoas negras sofrem cotidianamente com a exclusão em grupos sociais, desigualdades em todos os ambientes e piadas nas redes sociais. Isso mostra que ainda deve-se tomar medidas para reverter essas situações.
As desigualdades raciais também refletem na moradia dos brasileiros. Segundo o IBGE, em 2018, cerca de 70 milhões de pessoas pardas ou pretas residiam em locais com alguma deficiência no saneamento, já 25 milhões eram brancas. O resultado significa que os pretos e pardos estão em maior condição de vulnerabilidade e exposição a vetores de doenças.
A falta de negros em cargos elevados, sejam eles no setor privado ou estatutário, é uma grande evidência do preconceito contra o negro, pois a sociedade brasileira já tem um estereótipo dos perfis de pessoas aptas a ocupar tais cargos e o negro não se enquadra nele. É inadmissível que em pleno século XXI pessoas ainda sejam ignorantes ao ponto de acharem que a cor da pele às tornam superiores. E por conta disso pode se perceber que em sua grande maioria os negros ocupam cargos inferiores aos dos estereótipos estabelecidos pela sociedade.
Sabe se que foram criadas medidas de reparação pelo governo, como o sistema de cotas e o decreto que regulamenta a titulação das terras ocupadas por comunidades quilombolas. Mas sabe se que ainda não é o suficiente para que o racismo seja extirpado do Brasil. O governo deveria investir em campanha de conscientização através dos meios de comunicação mostrando o quanto foi dura e continua sendo a luta do negro, para que sociedade saiba que a cor da pele não as fazem superior ou inferior umas das outras.