ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto o descaso com o racismo e preconceito torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo gradativo aumento de violência e homicídio com negros, seja pela discriminação em inserir-los no mercado de trabalho, o problema permanece afetando grande parte da população e precisa de uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a constituição é dever do Estado promover o bem e o direito de todos, porém não é isso que se observa quando o assunto são medidas para combater o racismo e a desigualdade étnica no país. Isso ocorre porque o problema maior na legislação consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Somado a isso, é válido destacar que uma das causas que corrobora para o problema é o fato de a população negra ainda ocupar cargos com menor renumeração no mercado de trabalho. Nesse sentido, segundo Gilberto Dimenstein, apesar da declaração universal dos direitos humanos e todos os modernos códigos legais que regem o país, o Brasil ainda é negligente quando o assunto é uma eficiente e igualitária inserção de uma variedade étnica no ambiente de trabalho.
Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de combater os problemas. Desse modo, é imperiosa uma ação do governo, que deve por meio de campanhas e movimentos antirracistas, promover uma mobilização mundial que aborda a importância de que todos os cidadãos deveriam usufruir dos mesmos direitos, a fim de proporcionar uma maior conscientização da população sobre os caminhos que contribuem para erradicar o racismo e promover o bem a todos. Somente assim, observar-se-á uma sociedade mais justa e igualitária no qual os problemas poderão ser mazelas passadas na história brasileira.