ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 23/06/2020

No século XIX ocorreu no Brasil a Campanha Abolicionista que exigia o fim da escravidão e o reconhecimento dos direitos dos afro-brasileiros. Contudo, mesmo depois da abolição, os ex-escravos não receberam nenhum tipo de amparo, e tiveram de enfrentar as desigualdades sociais e étnicas, que prevaleceram mesmo após a liberdade. Desse modo, impasses como o racismo e a exclusão, são reflexos históricos que ainda assolam os negros no século XXI.

Em primeiro plano, aplicado ao contexto colonial, o preconceito racial sempre esteve enraizado.Os brancos obtiveram todo prestígio por serem taxados como camada rica e superior, desfrutando do bom estudo e da acessibilidade. Em contrapartida, os pretos não tinham espaço para fala e nem participação na vida social, o que demonstrava a sociedade aristocrata vigente. Ademais, os direitos humanos que deveriam ser naturais à todos, foi conquistado de uma forma lenta e gradual pelos negros, e ainda passa por objeções.

Em consequência disso, nota-se uma crescente luta para o combate do racismo. Marcado por alusões de extrema desigualdade e discriminação, os pretos sofrem com ações de violência e exclusão de forma frequente. Desse modo, é notório a necessidade de evolução social, uma vez que como explicitado no Atlas de Violência 2019, mais de 75,5% das vítimas de homicídio foram indivíduos negros no Brasil, o que confirma o aprofundamento da desigualdade racial e a marca de preconceito que  se prolonga por tantos anos.

Portanto, é preciso mudanças para minimizar esse impasse. O Ministério da Justiça em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos, professores e psicólogos devem conciliar ideias e projetos que visem a melhoria do convívio social. Assim, à partir da liberação de verba e investimento do governo, palestras educacionais e projetos solidários devem ser realizados, com destinação a aqueles que cometem o racismo, assegurando assim, as punições descritas na Constituição Federal no Art. 5. Além disso, professores com o apoio do governo devem desenvolver movimentos de mobilização social, como palestras e feiras que exponham a variedade cultural e étnica, destinado a alunos e familiares, para que dessa forma se desenvolva o respeito e obtenha êxito na inclusão de diferentes pessoas em todos os âmbitos sociais.