ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Nota-se que desde a abolição da escravidão, pela Lei Áurea em 1888, não houve medidas para incluir a população afetada por tal período. Não obstante, na hodierna sociedade, relatos de racismo são constantes e limitam o bem-estar do indivíduo. Desse modo, a apropriação cultural e a educação são os principais caminhos para o combate contra o racismo enraizado na cultura brasileira.
Em primeiro lugar, é fato que o aspecto identitário de um povo provém majoritariamente de sua cultura. Assim, o ensino nas escolas tupiniquins configura-se demasiada eurocêntrica, tal fato desestimula a criação de uma identidade própria, uma vez que o reconhecimento de sua cultura é empoderador. Outrossim, o empoderamento ocasionado pela apropriação cultural estimula o povo preto e indígenas a lutarem por mais espaços, como no mercado de trabalho e reconhecimento intelectual. Portanto, enquanto minorias forem perdendo suas culturas o racismo se tornará mais forte, uma vez que contribui para o apagamento de personalidades negras e o racismo estrutural.
Em segundo lugar, ainda sob esse ângulo, como diz Kant “ o homem é o que a educação faz dele”. Nesse sentido, é mister que haja políticas públicas em prol da inclusão e de um ensino equalitário, além da melhoria no ensino público, visto que segundo o jornal Folha de São Paulo, 4 em cada 10 jovens pretos não terminam o ensino médio. Sendo assim, a Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pelo ONU, assegura a todas as pessoas o direito à educação e ao bem-estar, portanto é indubitável a importância da instrução pedagógica na vida desde contingente demográfico e de seu papel na construção de valores morais contra esse imbróglio da vigente conjuntura.
Em vista dos fatos elencados, é incontrovertível a urgência em medidas capazes para mitigar essa problemática. Para tanto, por meio de investimentos em pesquisas culturais afro-brasileiras, em projetos educacionais sobre importantes figuras pretas e indígenas, como também projetos de inclusão e apoio feitos com investimento do Governo Federal, garantam, de maneira democrática, a ascensão em âmbitos econômicos e sociais dessas comunidades, afim de que a dívida histórica com o povo que foi infelizmente escravizado termine. Finalmente, haverá o início de um árduo caminho para uma sociedade emancipada de preconceitos.