ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Para historiadores, como Boris Fausto, a abolição da escravidão no Brasil não ocorreu de maneira inclusiva dos negros à sociedade, este movimento de liberdade aos então escravos resultou em homens livres, porém, sem as condições necessárias para o convívio social. Diante desse cenário, a falta de educação e recursos manteve os negros distantes das principais atividades do país e, consequentemente, manteve os preconceitos criados ainda no período escravocrata. Logo, o racismo torna-se presente na população brasileira, contudo, a sociedade deve buscar caminhos para combatê-lo.

Em primeiro plano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos,1948, estabeleceu que não devem ocorrer distinções de raças entre os indivíduos, entretanto, os casos que envolvem discriminação racial no Brasil permanecem nos principais jornais. Sendo esse um resultado do panorama descrito por Fausto de ausente inclusão social aos antigos escravos, o que propiciou os negros a viver em regiões marginalizadas nas cidades, uma vez que, historicamente, possuem poucos recursos para se desenvolver. Por conseguinte, as ideias de que negros estão associados às camadas inferiores da população são reforçadas sem os reais motivos desse quadro, que estão ligados a falta de oportunidade para crescimento individual.

De acordo com esse cenário, as consequências são nítidas em toda sociedade, por exemplo, como mostra a revista Carta Capital - 60% dos presos no Brasil são negros, porém, tais dados não ocorrem devido a cor dos cidadãos, e sim, devido às condições em que esses estão inseridos. Além disso, conforme Augusto Cury, a discriminação demora horas para ser construída, mas séculos para ser destruída, entendimento essencial para compreender as dificuldades de acabar com o racismo. Assim, a sociedade demanda caminhos para combater o racismo no Brasil.

Em síntese, as ações necessitam ocorrer com resultados no curto, médio e longo prazo. Tendo efeito mais ágil, o Estado deve realizar campanhas publicitárias, por meio de sociólogos e ativistas, que mostram como não existem diferenças nos indivíduos devido à tonalidade da pele, atitude que aproxima a população da discussão sobre a discriminação. Somado a isso, as Escolas devem, por intermédio de especialistas no tema, realizar atividades em que os alunos possam ver como o preconceito afeta as bases democráticas da sociedade, medida que forma cidadãos mais preparados para lidar com o tema.Conforme com essas intervenções (caminhos), o combate ao racismo deve ser mais eficiente tanto para os próximos meses como anos.