ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 26/05/2020
Em 13 de Maio de 1888, no Rio de Janeiro, foi assinada a Lei Áurea que finalizava o período escravocrata no Brasil, entretanto, embora a abolição tivesse sido promulgada naquele ano, muitos escravos libertos ainda sofreriam com o racismo vigente naquela época. Voltando-se a contemporaneidade, é cognoscível que no Brasil ainda existe o preconceito racial voltado para os negros, todavia, caminhos são essenciais para mitigar esses problemas. Sendo assim, é necessário que haja à quebra do racismo estrutural vigente no nosso país e a inserção de mais programas sociais voltados para a inclusão do negro no mercado de trabalho.
Vale ressaltar, de início, que à própria sociedade contemporânea é quem faz a manutenção do racismo existente no estado. Segundo Nelson Mandela, líder do movimento anti-segregacionista da África do Sul, “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” À vista disso, é perceptível que na comunidade brasileira o racismo já está nos nossos costumes e vão sendo repassados de gerações em gerações. Prova disso, são os 132% de negros assassinados em relação aos brancos no nosso país, que demonstram apenas o reflexo da sociedade brasileira.
Em segundo plano, nota-se que mais programas sociais são necessários para mitigar esses prejulgamentos no mercado de trabalho. De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego de 2015, os trabalhadores negros ganharam, em média, 59,2% do rendimento que os brancos ganham. Desta maneira, é compreensível que no Brasil ainda existe o esteriótipo de que o genótipo dos afrodescendentes não bem vistos pelos “padrões de beleza” e que por esse motivo eles não estão aptos para o mercado de trabalho.
Em suma, medidas são necessárias para induzirem essas medidas a terem funcionalidade no Brasil. Primordialmente, o Ministério da Educação deve criar um programa escolar que vise abranger todas escolas brasileiras, no qual a finalidade é realizar palestras e minicursos com historiadores, cujo objetivo é demonstrar a importância da população afrodescendente na história nacional e quebrar esteriótipos existentes no nosso país. Ademais, ONG’s, engajadas em questões sociais devem promover documentários acerca da população negra, com o desígnio de demonstrar problemas existentes nessa população e promover a reflexão sobre o tema pelo o público brasileiro. Sendo assim, medidas desse tipo garantirão uma sociedade mais justa e livre de preconceitos.