ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 27/07/2022
De acordo com a Constituição de 1998, deve ser assegurada a proteção e liberdade de expressão para todas as crenças religiosas, porém não é essa a realidade atual.
Podemos assumir que a Intolerância religiosa que se construiu ao longo da história e os caminhos que acarretam sua prática nos dias atuais, são as principais causas que impedem o desenvolvimento de uma sociedade brasileira livre de discriminação e violência.
Em primeiro plano, liberdade de expressão só é verídica quando não fere a integridade de outro indivíduo. Muitas pessoas, em sua maioria conservadores não buscam entender o real significado desses termos e realizam crimes de Intolerância religiosa. Sem contar o fato que esse problema pode ser agravado com o uso dos meios digitais e a bolha formada por grupos específicos, que consequentemente atuam no atraso de uma população mentalmente descontruída e tolerante as diferenças.
Convém lembrar sobre a normalização da doutrina religiosa que ser formou durante a colonização. Eram praticadas violências culturais contra os escravizados, que desencadeou na desvalorização da religião Afro-brasileira e centralização do cristianismo. Que por sua vez, geraram consequências que estão presentes atualmente como: a falta de representatividade na rotina dos indivíduos que, também é estimulado por um estado que não é laico em prática e promove um favoritismo religioso.
Portanto, para combater a intolerância religiosa é essencial o governo desenvolver um projeto para ampliar a representatividade e visibilidade religiosa, através do entretenimento, como filmes e palestras culturais gratuitas para todos. Também seria interessante inserir uma educação religiosa obrigatória nas escolas, na qual é ensinado sobre a cultura e história de cada crença, no sentido de não criar uma alienação em jovens e crianças sobre esse tema, que muitas vezes acontece dentro de casa. E por meio desses mecanismos, podemos alcançar uma sociedade futura desconstruída e empática.