ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/07/2022
O tribunal da inquisição, realizado pela igreja católica durante a idade média, foi um aparelho de julgamento aos “hereges”, pessoas que discordavam dos dogmas romanos. Ao contextualizar com o momento atual do Brasil, é possível perceber uma semelhança entre esses cenários, visto a persistência da intolerância religiosa, devido à negligência governamental e a marginalização de grupos étnicos.
Nessa perspectiva, é importante caracterizar a falha da máquina pública como fator agravante do problema. Segundo a teoria do Contrato Social, do filósofo John Locke, o Estado deve cumprir com uma série de deveres para manter o bem-estar da nação. Porém, ao analisar o crescente número de denúncias de discriminação religiosa, é possível perceber o descumprimento da tese contratualista. Desse modo, sem dúvidas, é fácil afirmar que as ações governamentais devem ser revistas.
Além disso, a histórica exclusão de grupos étnicos também contribui para essa adversidade. No período da escravidão, os povos não possuiam liberdade de culto, devido à má visão imposta sobre suas religiões originárias. Tal paradigma ainda se mantém, ocasionando um cenário de instabilidade e de violência contra religiões de matriz Africana. Dessa maneira, sem ressalvas, é possível garantir que é necessária uma mudança de atitude do corpo social do Brasil.
Portanto, nota-se a importância de formentar alternativas para combater a intolerância de cultos. Dessa forma, cabe ao ministério da educação -orgão responsável pelo ensino público- criar projetos de conhecimento religioso, por meio de formações ministradas por líderes de diversas religiões, visando a promoção do conhecimento e respeito. Assim, o tribunal da inquisição se manterá apenas nos livros.