ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 13/06/2022
Em meados do século XX, Stefan Zweig, escritor austríaco, mudou-se para o Brasil por conta da perseguição nazista na Europa. Impressionado com o esplendor de sua nova nação, Stefan escreveu um livro cujo título é lembrado até hoje: “Brasil: o país do futuro”. No entanto, quando observada a questão da intolerância religiosa no Brasil, percebe-se que a ideia do autor não aplicou-se à realidade. Nesse viés, deve-se analisar as causas desse problema, as quais são a normalização da violência contra minorias religiosas e a ineficácia do Estado em efetivar o que está contido em sua Constituição.
Primeiramente, no cenário brasileiro enxerga-se que apenas uma pequena parte dos casos de intolerância religiosa recebe a devida importância. Isso porque, atualmente, ocorre a banalização do mal, conceito explicado pela filósofa Hanna Arendt. Nesse sentido, com o aumento dos casos de violência que não recebem punição, esses tipos de ocorrência tornam-se banais e invisíveis perante a sociedade e autoridades. Desse modo, faz-se necessário o alerta do corpo social, especialmente os mais jovens, sobre a violência que a discriminação religiosa pode gerar; a qual afeta principalmente as minorias religiosas, principais sofredoras.
Ademais, a Constituição Federal de 1988 defende o direito de livre crença religiosa. Porém, nesse panorama observa-se um afastamento da bela teoria, uma vez que, no Brasil, ocorre uma denúncia de discriminação religiosa a cada 3 dias, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Por isso, percebe-se a necessidade das instituições governamentais de assegurar ao brasileiro o exercício pleno de sua cidadania.
Portanto, o combate à intolerância religiosa demonstra ser um meio para a melhoria do país. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação realizar intervenções em escolas, por meio de palestras e conversas, alertando os jovens - próximos adultos da nação - sobre a importância do respeito entre diversidades. Com isso, espera-se que no futuro haja a coexistência pacífica de religiões e a amenização das situações violentas. Além disso, mostra-se imprescindível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública realize uma fiscalização mais rigorosa dos casos denunciados, assegurando que não se repitam; visando o progresso do Brasil.