ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Os Jesuítas, ao chegarem no Brasil em seu Período Colonial, foram os responsáveis pela catequização dos índios, impondo o cristianismo à esse povo nativo, sem a preocupação de seus costumes anteriores. Desse modo, essas características podem ser associadas às do problema da intolerância religiosa no Brasil, derivada, principalmente, do preconceito e da má educação familiar, sendo que o mesmo deve ser combatido por diferentes caminhos.

No contexto da problemática em questão, uma pesquisa realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostrou que, entre 2011 e 2014, houveram 1 denúncia a cada 3 dias a respeito da ocorrência de intolerância religiosa no Brasil. Então, vale discutir que tais eventos são derivados, em especial, do preconceito em relação àquilo que não atende determinados padrões estipulados pela pessoa intolerante, visto que as religiões contém costumes divergentes umas das outras.Essa não-aceitação do diferente é intensificada pela falta de leis que punam esses crimes de maneira efetiva, já que a punição é uma das ações mais eficazes contra a intolerância religiosa.

Ademais, faz-se necessário debater o fato de que o indivíduo intolerante não teve uma boa educação familiar. Nesse sentido, como afirmou o sociólogo Durkheim, “o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade”, ou seja, se um indivíduo cresce em um ambiente do qual as pessoas nele inseridas praticam o tipo de preconceito aqui exposto, ela praticará também, Sendo assim, uma criança introduzida em um cenário desse tipo necessita de orientação externa, já que não conta com a de origem familiar.

Portanto, levando em conta o princípio newtoniano de que um corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força externa atue sobre ele, caminhos combatentes do problema devem ser estudados para impulsionar a mudança de sua realidade estagnada. Assim, cabe ao Estado realizar, por meio de jogos e atividades interativas em escolas de ensino infantil - das quais são importantes instituições formadoras de opinião - projetos que ensinem as crianças a não praticarem a intolerância religiosa, demonstrando para as mesmas de maneira divertida a importância da aceitação daquilo que diverge as opiniões pessoais, com o objetivo de educar e orientar os “pequenos” que não obtiveram uma boa orientação familiar sobre o assunto, diminuindo as chances de que os mesmos pratiquem tais atos preconceituosos no futuro. Dessa maneira, a herança jesuíta que o Brasil carrega consigo começará a ser deixada para trás.