ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 09/10/2019
A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito, igualdade e liberdade entra os povos de uma nação. Apesar do Brasil ser um país laico, tem-se atualmente um contexto análogo a essa situação: ainda persistem gravíssimos problemas de intolerância religiosa. Com isso, convém analisar as causas, as consequências e as possíveis soluções para esse impasse.
Primeiramente, enxerga-se o contexto histórico de colonização do Brasil como o berço deste problema. Partindo de uma cultura extremamente católica e uma sociedade escravagista, o Brasil tornou-se desde o primórdio um país vigorosamente preconceituoso contra religiões que não fossem a dos colonizadores. Desde a repressão a cultura vinda da África com os escravos, até a missões de catequização dos povos indígenas, tentativas de silenciar outras culturas são abundantes na história. Desta maneira, fica claro que a intolerância religiosa é algo há muito tempo enraizado na cultura brasileira.
Outrossim, segundo a constituição federal de 1988, descriminar alguém em função de sua crença é crime inafiançável e imprescritível. No entanto, dados de uma pesquisa do Ministério dos Direitos Humanos feita via o Disque Direitos Humanos, mostram que apenas em 2018 houve mais de 506 denúncias de intolerância religiosa no Brasil. É fundamental que para ter uma sociedade livre, igualitária e justa, o Brasil consiga eliminar todo tipo de preconceito religioso.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver este problema. Como disse Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, logo cabe ao ministério da educação, junto as escolas, fomentar políticas educacionais que promovam a conscientização e o debate sobre tolerância religiosa. Compete também ao poder público juntamente com a mídia viabilizar campanhas na TV e na internet afim de informar a população brasileira sobre a importância da diversidade religiosa. Por fim, fica a cargo das Secretárias de Segurança Públicas a fiscalização e punição de crimes que envolvam a preconceito religioso. Afinal, somente com a cooperação entre Estado e sociedade será possível lutar contra a intolerância, um mal que ameaça o Brasil.