ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 04/11/2022
Sexual, moral, psicológica… Estas são apenas algumas das diversas violências que a mulher brasileira sofre todos os dias. Ademais, o papel da mulher na sociedade sempre foi submisso ao homem, sendo dona de casa, ou até ama de leite, ou seja, a problemática persiste desde os primórdios da sociedade brasileira até hoje, séc. 21. Sendo assim, o machismo estrutural e o sistema carcerário são os maiores fato-res para a persistência da violência contra a mulher brasileira.
Primeiramente, o machismo estrutural é um dos pilares da nossa sociedade, sendo presente desde a distribuição salarial, até numa conversa de bar. Dessarte, a femi-nilidade sempre foi vista como sinônimo de vulnerabilidade e submissão, já que a figura do homem sempre será mais forte, dominante. Exemplificando, é comum ver em redes sociais, tais como TikTok, um número crescente de perfis de homens colocando perucas e imitando comportamentos femininos como piada, tais como Thallysson Borges e Mori Mura, apenas reforçando o esteriótipo da feminilidade como algo ruim ou inferior, mesmo que não propositalmente.
Todavia, o sistema carcerário brasileiro também tem papel fundamental no que cerca o assunto. Uma vez que ao invés de reabilitar e ajudar as pessoas a compre-ender o crime que cometeram e com isto se rehabilitarem, transforma prisão em punição sem efeito. Durante o podcast Crime e Castigo, através de uma entrevista com detentos, um senhor diz apenas estar preso por jogar um bife em sua esposa, e que odeia a Lei Maria da Penha, quando, na verdade, esta foi apenas uma das di-versas agressões que ele havia cometido. Ou seja, não há uma compreensão dos atos, ficando evidente a falha do sistema carcerário em reintegrar os detidos, já que, se não há uma compreeensão, não há rehabilitação.
Em suma, conforme os fatos já apresentados, o Ministério da Educação, em conjunto com as Secretarias de Administração Penitenciárias, deverá promover pa-lestras, ministradas por mulheres, em escolas e presídios, sobre machismo, femi-nismo e seus impactos na sociedade, e por meio de, também, materias didáticos, li-vros e filmes, para que a compreensão sobre a violência contra mulher seja melhor difundida, e assim educando nossos cidadãos e rehabilitando os detidos, assim, dando o primeiro passo para erradicar a violência contra a mulher no Brasil.