ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 03/11/2022
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, à vida, à liberdade e a segurança pessoal. Contudo, o cenário visto pela persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira impede que isso aconteça na prática, devido, não só, à inoperância governamental, mas também a falta de empatia.
Nesse contexto, a negligência governamental compromete a harmonia coletiva, no que concerne à agressão contra a mulher. Acerca disso, Aristóteles, importante filósofo, afirmou que a Política é a ciência a qual deve proporcionar a felicidade individual e coletiva. Entretanto, a realidade brasileira vai de encontro à teoria sobredita, haja vista que a omissão governamental agrava a situação acerca da violência às mulheres. Dessa maneira, o Poder Público, ao assimir uma postura negligente, coopera para a manutenção do feminicídio no Brasil.
Ademais, a apatia coletiva configura-se como mais um problema ligado à violência doméstica. Sob essa óptica, no trecho “ficar de frente para o mar de costas para o Brasil não vai fazer desse lugar um bom país”, da música “Notícias do Brasil”, de Miltom Nascimento, constata-se uma crítica à nação brasileira por sua negligência aos problemas sociais. De maneira análoga, os versos ganham contornos específicos no Brasil atual, pois os homicídios de mulheres aumentam anualmente. Diante disso, vê-se uma banalização do meio coletivo no tocante à quantidade de mulheres assassinadas no país.
Logo, é preciso soluções para reverter a questão da violência contra a mulher. Para isso, o Estado deve proteger as mulheres, mediante às leis mais rigorosas. Ademais, é necessário que a mídia, por meio de propagandas e redes sociais, forneçam informações adequadas para a denúncia da violência. Ambas com o fito de conscientizar a população. Por fim, com essas medidas, busca-se uma sociedade a qual se destoe da normalização quanto às agressões contra as mulheres.