ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2022
Machismo: espaço para a violência
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm direitos bá- sicos à vida, independente de gênero. Embora prenunciado na lei, os direitos à vida e à dignidade não ocorrem de maneira homogênea no país, uma vez que a violên- cia contra as mulheres perdura na contemporaneidade. Dessa maneira, o contexto histórico estrutural e a negligência governamental quanto às medidas protetivas corroboram o aumento das agressões ao público feminino no Brasil.
Diante desse cenário, os reflexos da organização patriarcal se fazem presentes a partir de comportamentos machistas no cotidiano. Nesse viés, no século passado, as mulheres eram vistas e destinadas somente ao cuidado do lar e caso não o cum- prissem eram punidas por meio de violência física ou mental. Entretanto, com a in- serção feminina ao mercado de trabalho, tarefas domiciliares passaram a ser distri- buídas, o que resultou em julgamentos e preconceitos proferidos- violentamente- ao público, como narrado pelo filme “Perfeita é a mãe”. À vista disso, por quebra- rem paradigmas ultrapassados, inúmeras mulheres sofrem violência, diariamente, por optarem pelo progresso de suas vidas profissionais.
Ademais, as frágeis políticas públicas mediante as agressões facilitam os ataques às mulheres. Nesse contexto, mesmo que haja ações como a Lei Maria da Penha- criada em 2006 para proteger vítimas femininas de violência- ainda se mostram ineficazes e inadequadas à atualidade, visto que muitas mulheres não têm informa-ções qualificadas do funcionamento e seus benefícios ao longo do território. Dessa forma, torna-se clara a necessidade de ordens eficientes que objetivam proteger e punir os respectivos envolvidos.
Portanto, medidas que visam intervir no ciclo de violência à mulher são essenciais ao país. Para isso, o governo federal, por meio do Ministério da Justiça, deve não só criar leis de penalidades rígidas, mas também oferecer suporte físico e mental às vítimas- a começar pelas redes de apoio à saúde- a fim de diminuir as agressões realizadas contra mulheres. Com isso, assegurar os direitos previstos na Constitui-ção, de modo igualitário, a todos os cidadãos.