ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 30/10/2022
O crítico Afrânio Peixoto já dizia que ’’ A injustiça é a mãe da violência’’. Nessa lógica, vê-se a semelhança existente no Brasil no que tange o machismo, pois fomenta a injustiça, em afirmar a superioridade do sexo masculino ao seu oposto, assim crescendo os números de violências das mais diversas formas. Ademais, tal empecilho se mantém atual predominantemente por conta da banalização de pequenos atos impunes pelas autoridades locais. Portanto, cabe o Ministério da Mulher promover processos para melhorar esse revés.
Diante desse cenário, é evidente que a injustiça se faz presente violando o gênero feminino acerca de suas capacidades e faculdades mentais, posto que os homens machistas inferiorizam o sexo oposto. De acordo, com o Presidente Renato Meirelles da Locomotiva, a naturalização do machismo no país aumenta a desigualdade de gênero, como também prejudica a economia, visto que seria injetado 461 bilhões de reais, caso não houvesse distinção salarial entre os homens e mulheres no mercado de trabalho. Contudo, nota-se a banalização do machismo estrutural presente nas mais diversas relações.
Segundo a Defensora Pública Luciana Artus Aschneider, relata que o período pandêmico agravou vários problemas sociais, como o empobrecimento financeiro de algumas famílias, gerado pelo alto índice de desemprego e pela a inflação, o que potencializou muito conflitos domésticos. É fato de que o isolamento social obrigou a permânencia dos agressores em casa. Dessa maneira, é evidente a continuação dos atentados contra a segurança feminina, como também a falta de meios de comunicação efetivos; acolhimento adequado e educação sobre como reivindicarem os direitos frente ao Estado.
Logo, é preciso que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, produza ações educativas nas escolas; casas culturais e artísticas. Com palestras, congressos e exposições gratuitas a cerca dos males do machismo, maneiras de desconstruí-lo, criação de sinais para evidênciar que estar sofrendo abusos, como também disseminar os direitos garantidos as mulheres que se encontram nessa situação. A fim, de aumentar as denúncias de violências; diminuir feminicídios, desigualdades e incentivar a punição de atos indisciplinares.