ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 19/09/2022

No dia 8 de Março, é comemorado o Dia da Mulher, data esta que tem como objetivo ressaltar a importância da população feminina e homenageá-la. Contudo, apesar do apelo comemorativo, no Brasil, a qualidade de vida das mulheres encontra-se ameaçada, devido à persistência da violência contra esse grupo social. Tal cenário deve-se, principalmente, à impunidade de criminosos, derivada da ineficiência jurídica, e ao ideal machista coletivo. Assim, é necessário discutir as causas para a manutenção dos atos violentos contra as mulheres, além de propor meios para combater a violência.

A priori, a baixa eficiência dos sistemas jurídicos é uma das razões para a imutabilidade da realidade feminia. Dito isso, no filme “Confiar”, em que uma jovem é violentada por um homem, percebe-se a morosidade do processo jurídico e a ineficiência das autoridades em encontrar e punir o indivíduo. Por conseguinte, a lentidão das instiuições legais dificulta a ação efetiva das figuras da lei na solução de casos de violência, como denunciado no filme, fato que, por sua vez, aumenta a impunidade dos criminosos e contribui para a manutenção da violência contra a mulher, deteriorando a segurança e a qualidade de vida da população feminina.

Em segunda análise, o ideal machista coletivo é outro fator que contribui para a persistência da violência contra a mulher. Nesse cenário, na série brasileira “Coisa mais linda”, em que uma das personagens é violentada pelo marido, percebe-se a hesitação da mulher em denunciar o crime. Tal atitute decorre do pensamento machista da sociedade brasileira, o qual utiliza mecanismos de culpabilização da vítima, como atribuir a ocorrência do ato a roupas, comportamentos e aparência, por exemplo. Logo, há uma pressão social sob a população feminina, que gera o medo e o receio da denúncia de atos violentos, como exposto na série, impedindo a remediação da situação e estimulando a manutenção da agressão.

Em síntese, a persistência da violência de gênero deve-se à sociedade machista e mal estruturada. Dessa forma, o Estado, órgão responsável pelo manejo das questões sociais, deve, por meio da articulação dos poderes públicos, implementar um novo protocolo jurídico, a fim de otimizar os processos legais de violência contra a mulher. Dessa maneira, aumenta-se a eficiência no combate à agressão.