ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 01/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social baseia-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, observa-se na comunidade contemporânea o oposto que o autor prega, uma vez que a publicidade infantil desperta o consumismo e elucida a desigualdade financeira. Dessa forma, é necessária ação conjunta entre Poder Público e Privado, a fim de mitigar essa problemática.

Em primeiro lugar, é primordial ressaltar que a questão das propagandas direcionadas ao público infantil existem por conta baixa atuação de setores governamentais no que concerne à criação de medidas coibitivas. Como consequência, o consumo de alimentos, considerados não saudáveis, como os “fast food”, tornam-se atraentes, pois, sempre há propagandas anunciando os brindes, geralmente personagens de desenhos animados. Além disso, o risco de obesidade antes da adolescência advindo do consumo dessas mercadorias, isto é, doces e salgadinhos com animações, como exemplo, “as tortuguita”, têm crescido nos últimos anos, segundo o IBGE.

Outrossim, é importante destacar que a divergência na renda, dá origem ao conflito entre as classes sociais. Seguindo essa ideia, para o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar do cidadão nos âmbitos sociais. Entretanto, isso não ocorre no brasil, porque a desigualdade da renda inviabiliza a grande maioria das crianças de obter os brinquedos que assistem na televisão, como os “Max Steel”, por conta do elevado preço. Ainda, Essa situação de carência atinge, principalmente, regiões marginalizadas como as favelas e cidades interioranas. Diante disso, faz-se mister uma reformulação na postura estatal, como meio de diminuir essa segregação.

Portanto, é evidente a necessidade urgente na criação de métodos para combater a questão da publicidade infantil em questão no Brasil. Para que isso ocorra, o Governo Federal, juntamente com empresas privadas, devem  investir em pesquisas para selecionar melhor o conteúdo que poderá ser abordado ou restringido nos anúncios. Tal ação é plenamente exequível por meio de enquetes na internet ou por meio de perguntas em locais estratégicos. Isso será feito para que as entidades capitalistas possam mudar seus métodos publicitários, de maneira a não abusar da inocência das crianças. Além disso, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório conteúdos que ensinem quanto aos perigos do consumismo. Isso pode ser executado por meio de palestras e teatros, contando com a participação dos pais, com a finalidade de conscientizar o responsável pelo menor de idade, sobre como devem agir diante de tal fato. Assim, poder-se-á aproximar a realidade brasileira da “Utopia” de More.