ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 30/06/2020

Os materiais motivadores para essa proposta abordam a exposição da vida pessoal em meios digitais. Em primeiro lugar, é indiscutível a existência de efeitos prejudiciais quando uma pessoa expõe sua vida inteira ao público. Vale citar, também, pais que exageradamente publicam fotos de seus filhos na internet. Consequentemente, alguém que se expõe ou expõe terceiros corre risco de ser monitorado por desconhecidos. Os riscos influem na segurança e na saúde mental.

De acordo com o relatório da Global Digital Statshot 2019, mais de 3,4 bilhões de pessoas ao redor do mundo usam redes sociais, aproximadamente 46% da população mundial. Ademais, adeptos ao uso do celular são 72%. Analisando estes dados, vale lembrar que nem todos os usuários possuem boa índole, colocando em cheque a segurança dos internautas. Ao postar onde está, quando viajará ou a rotina que segue, a pessoa torna-se vulnerável a crimes, como sequestro, roubo ou homicídio. Também crescem os crimes virtuais; utilizando como exemplo pais com filhos pequenos, quando um adulto mostra situações particulares, corre o risco de fazer a criança virar alvo do cyberbullying ou de pedófilos, que podem os rastrear. Adolescentes ou adultos que não tomam precauções quanto à segurança tornam-se vítimas de assédio virtual.

Outro ponto interessante é ao considerar a saúde mental. É importante citar que, ao quebrar o limite do uso saudável das redes, um usuário pode adoecer. A comparação entre aparência física, frequentemente exposta, com quase 10 milhões de fotos carregadas por hora (somente no Facebook), é um dos problemas existentes em redes. Estatísticas da Royal Society for Public Health e Movimento de Saúde Jovem indicam que, assustadoramente, nos últimos 25 anos, a taxa de jovens depressivos ou ansiosos cresceu em 70%. O estudo ainda indica que a dependência às redes é maior que a do álcool.

Indubitavelmente, a exposição excessiva é negativa. Cabe aos usuários avaliarem o tempo gasto com redes sociais, evitando assim, os riscos relacionados. Medidas de cuidado ao usuário provenientes das grandes redes sociais, como a função de privacidade da conta, já presente no Instagram, são úteis. Por fim, não é necessário trancar-se numa bolha isolada, mas sim, pensar com consciência, a fim de não apresentar informações que tornem o internauta alvo fácil para criminosos, como lugares frequentados, moradia e informações pessoais, evitando assédio em geral.