ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 23/06/2020
Com o advento da globalização, o acesso a internet tornou-se mais fácil e rápido pelo mundo. Todavia, com o crescimento rápido desses mecanismos problemas e desafios surgiram, o que dificulta o acesso a internet. Dessa forma, umas das consequências que surgiram foram o difícil acesso a internet por pessoas em alguns locais e o limite entre o público e privado.
Em primeiro lugar, o difícil acesso a internet limita quem acessa a internet. Dessa maneira, Pierre Lévy, filósofo francês, argumenta que o real é impulsionado pelo virtual, o que permite que assuntos ou produtos tenham seu alcance ampliado. Assim, a internet é fundamental para o desenvolvimento humano, entretanto com alguns locais, como áreas periféricas e países pobres, a dificuldade de acesso limita quem tem acessibilidade ao que os meios virtuais podem oferecer, o que acarreta em uma desigualdade. Exemplo que demonstra a importância ao o direito de acesso a internet a todos é atitude toma pela Organização das Nações Unidas (Onu) que declarou isso como direito fundamental do humano. Logo, é preciso que a acessibilidade aos meios virtuais atinja a todos.
Em segundo lugar, aqueles que tem o acesso a internet enfrentem problemas de privacidade. Nesse aspecto, Pitágoras, filósofo grego, argumenta que os números são fundamentais para a vida, sendo eles determinadores da vida humana e guiando a sociedade. Com isso, na atualidade a vida no meio virtual é determinada por números que servem como forma de determina as pessoas, ocorrendo a analise de dados que invadem a privacidade dos usuários, o que permite identificar dados pessoais, gostos, sites acessados e outros, para possibilitar maiores vendas ou o que indicar para cada indivíduo nas propagandas. Exemplo de utilização de dados são os filmes ou séries que a netflix indica de acordo com seus gostos e acessos. Desse modo, é preciso limitar o acesso aos dados dos sites e da rede.
Portanto, a Onu, em parceria com empresas de internet, deve realizar ações, como o acesso ao meio virtual a todos, por meio de ações beneficentes que instalem e proporcionem a acessibilidade a internet, da mesma forma que é realizada a distribuição nos países de alto acesso, para que assim todos tenham acesso a informações e ao que o mundo virtual tem a oferecer, além de combater a desigualdade. Ademais, o Ministério da Tecnologia, em parceria com o Poder Legislativo, deve realizar ações, como aprovação do Marco Civil da internet, por meio de debates e votos no Congresso e na Assembleia, da mesma forma que demais leis são aprovadas, para que dessa forma a privacidade dos usuários seja garantida, sem o roubo de dados e sem o acesso sem permissão a informações pessoais, o que permitirá maior segurança no mundo virtual e maior tranquilidade das pessoas.