ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 18/09/2019

Em 2011, a Organização das Nações Unidas declarou que o acesso a rede é um direito fundamental de todo cidadão. Entretanto, os usuários não se adaptaram, à essa inovação, com a mesma velocidade com que a informação interativa chegou. Além disso, grandes empresas, do segmento das telecomunicações, ultrapassam os limites do acesso à dados confidenciais dos portadores dos seus softwares.

A princípio, como leciona sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, na pós-modernidade muitas pessoas se preocupam apenas com a velocidade com que as coisas devem ocorrer, não se atendo para a essência dos fatos. Consoante a isso, a facilidade de acesso a rede de informações cresce a cada dia. Todavia, a sociedade não é orientada, com o mesmo empenho, a respeito da dimensão de como, as informações propagadas pelas redes sociais, se espalham pelo universo digital, interferindo na formação do seu perfil.

Outrossim, a Terceira Revolução Industrial, no século XX, trouxe uma mudança profunda no mundo globalizado. Nesse contexto, o acesso às informações tornou-se um grande diferencial no mercado internacional, sendo buscado a todo momento por grandes multinacionais. Prova disso, foi a reportagem divulgada pela página G1, em 2016, na qual evidenciava que grandes empresas, como o Facebook, possuem acesso à informação dos seus usuários, independente do consentimento dos mesmos. Esse cenário, caracteriza que, apesar das facilidades propostas pela revolução científica, ainda existe um problema de privacidade a ser solucionado.

Assim, cabe ao Ministério da Educação, solicitar que as escolas, por meio de campanhas socioeducativas, orientem os jovens e seus pais a respeito da dimensão interativa global existente atualmente. Ademais, cabe ao Governo Federal, em parceria com a mídia televisiva, informar a população, através de propagandas, qual a melhor forma de desfrutar dos benefícios da facilidade da rede, com segurança. Dessa forma, será possível descontruir o individualismo narrado por Bauman.