ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso

Enviada em 25/07/2020

O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a inaplicabilidade da lei e a falta de empatia são fatores que contribuem para a manutenção dos desafios na valorização do idoso.

Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a ineficiência legislativa. Conforme o Estatuto do Idoso, está previsto no artigo três que os anciões tem o direito a uma vida digna. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso, pois, apesar deste privilégio estar assegurado na legislação, as leis não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando a marginalização dessa parcela da comunidade, demonstrando a insuficiência legislativa. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.

Nesse sentido, quando o Estado não cumpre seu papel, a sociedade civil deve agir por meio da empatia, o que não acontece devido ao egocentrismo. De acordo com Zygmunt Bauman, a contemporaneidade é fortemente marcada pelo individualismo. Sob essa óptica, a reflexão do sociólogo mostra-se intrínseca ao cotidiano brasileiro, no que tange à garantia da valorização do idoso. Ademais, esse fator que influi sobre a questão do bem-estar funciona como um forte empecilho para sua resolução, de modo que, é necessário que o cidadão aja em prol da coletividade para que seja possível vencer esse obstáculo.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério dos Direitos Humanos ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar preexistentes, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível entender a importância do ancião na sociedade com o apoio de psicólogos e médicos. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros e criar uma nova estrutura de incentivo a proteção do idoso, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.