ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso

Enviada em 21/04/2020

O Estatuto do Idoso, no seu artigo 2, garante todas as oportunidades e facilidades para o aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condição de dignidade para esse grupo. Contudo, no que se refere às relações de trabalho, observa-se um problema que precisa ser amplamente discutido e equacionado, a fim de se diminuir a discriminação, a vulnerabilidade e a exclusão social às quais tais indivíduos estão expostos. Essa realidade se deve, essencialmente, à falta de subsídios da esfera pública no amparo a essa classe e à postura individualista das grandes empresas.

Decerto, a falta de amparo dos setores públicos para incluir de forma mais expressiva os idosos no campo laboral, corrobora para a perpetuação desse quadro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, apenas 27% dos idosos ocupam vaga no mercado de trabalho, valor considerado pequeno, comparado ao aumento de idosos na nova estrutura da sociedade. Nessa perspectiva importante destacar que mesmo tendo o Estatuto do Idoso, as ações concretas para perpetuação do idoso no campo de trabalho, ainda são pouco expressivas. Logo, é substancial que a esfera governamental busque medidas para reverter esse quadro.

Outrossim, é profícuo ressaltar que a competividade e as exigências do mercado dificultam a inserção dos idosos no trabalho formal. Segundo o filósofo, Zygmunt Bauman, as relações de trabalho estão cada vez mais instáveis e precisando das mais variadas qualificações. Nesse sentido, tal contexto inviabiliza a perpetuação da terceira idade no ramo laboral, até porque as oportunidades são direcionadas para os mais jovens e os idosos acabam não conseguindo acompanhar esse ritmo. .Dessa forma, seus direitos são violados tanto pela esfera pública e privada, onde a realidade apontada por Bauman, deixa esse grupo excluído.

Dessarte, fica evidente a necessidade de buscar mecanismos para minimizar os efeitos dessa problemática. Cabe, então, ao Congresso Nacional, por intermédio dos Ministérios da Economia e Cidadania ofereçam benefícios fiscais às organizações para que garantam a inclusão de um percentual significativo de idosos nas organizações – essas entidades seriam responsáveis pelo desenvolvimento profissional desse contingente, fim de democratizar as oportunidades nesse grupo. Ademais, o Governo Federal deverá disponibilizar programas de qualificação profissional para que os idosos aprendam a desenvolver os mais variados ofícios com o fito integrá-los no ramo laboral. Feito isso, será possível alcançar o aperfeiçoamento moral e intelectual desse grupo na sociedade brasileira.